quinta-feira, 20 de outubro de 2016

CARTILHAS QUE ENSINAM SOBRE SEXO A CRIANÇAS GERA POLÊMICA EM NOVA IGUAÇU


Surpreso com a manifestação dos pastores, o prefeito Bornier disse que a decisão de sancionar a lei foi amplamente discutida dentro do governo. “Nós entendemos que a escola existe para ensinar uma criança de cinco, seis anos, a ler e escrever. Essa mesma criança não precisa entender de sexo, tão cedo, para ingressar na vida”










Evangélicos apoiam lei que proíbe uso de cartilha sobre diversidade sexual nas escolas.
NOVA IGUAÇU - Cerca de 70 pastores, diáconos e diaconisas de diversas denominações evangélicas foram ao gabinete de trabalho do prefeito Nelson Bornier para manifestar apoio à sanção da lei nº 4.576/2016, da Câmara de Vereadores, que proíbe o uso de materiais didáticos sobre diversidade sexual nas escolas da rede de ensino da cidade de Nova Iguaçu.

Os manifestantes, que representavam mais de 80 mil fiéis da cidade, classificaram o encontro de “solidariedade” como “instrumento de gratidão” à firmeza do prefeito em defesa da família.

Ficou acertado também a realização de um ato de louvor em todas as igrejas evangélicas de Nova Iguaçu, em agradecimento à posição do governo municipal de preservar, segundo os manifestantes, os preceitos de defesa da família como célula base fundamental da sociedade humana.

Surpreso com a manifestação dos pastores, o prefeito Bornier disse que a decisão de sancionar a lei foi amplamente discutida dentro do governo. “Nós entendemos que a escola existe para ensinar uma criança de cinco, seis anos, a ler e escrever. Essa mesma criança não precisa entender de sexo, tão cedo, para ingressar na vida”, comentou.

Pastor da Igreja Vivendo em Graça, Marinaldo Muniz disse que a decisão do prefeito de sancionar a lei “prioriza os princípios básicos da vida”. Segundo ele, o papel da escola é fortalecer e melhorar o ensino fundamental e não priorizar assuntos estranhos à grade curricular.

“A educação sexual é responsabilidade dos pais. Os professores são preparados para ministrar aulas de matemática, português, geografia, entre outras matérias, jamais de sexologia”, defendeu o líder religioso.

O pastor Edgard Barreto, da 1ª Igreja Batista de Nova Iguaçu, sugeriu ao prefeito Bornier que não fique preocupado com as manifestações contrárias a ação do governo. “A Bíblia nos diz que quando nós fazemos a obra de Deus, as perseguições são maiores do que imaginamos. Mas a vitória também nos é garantida”, relatou, salientando que ninguém atira em árvore que não dá fruto,

“Se o senhor dá frutos, vai ser apedrejado. Mas glorifique a Deus por este apedrejamento. O senhor é um homem de Deus à frente do nosso município. Durma tranquilo, sabendo que milhares de orações em seu favor chegam aos céus diariamente. O senhor foi instrumento nas mãos de Deus para tomar esta decisão tão importante pelo fortalecimento da família”, observou o religioso, que também é diretor da Convenção Batista Brasileira.

“Ao nos receber em seu gabinete, o senhor abre um canal para que os evangélicos também tenham voz na defesa de seus princípios. Estamos contigo na tua caminhada”, disse o Pastor Elias, vice-presidente da Convenção Fraternal das Assembleias de Deus do Estado do Rio.

Para o pastor Valdecir, do Ministério Apascentar, a posição do prefeito Bornier em defesa da família cria um marco espiritual na cidade de Nova Iguaçu, que pode servir de exemplo para o resto do país.

“Nos colocamos à sua disposição, disponibilizando nossas vidas em favor do seu mandato”, anunciou.

Na avaliação do vice-prefeita, Dani Nicolasina, que estava acompanhada dos pais, a diaconisa Nicolasina Acarisi e o presidente do Comitê de Políticas Públicas de Educação, Acarisi Ribeiro, foi Deus quem tocou o coração de cada um dos pastores para realizarem a manifestação de apoio ao prefeito. Ela disse que se tratando de um ano eleitoral, Bornier poderia ter se posicionado de forma imparcial. “Mas preferiu tomar uma posição em defesa da família natural”.

O encontro dos pastores com o prefeito Bornier foi acompanhado também pelo presidente da Câmara Municipal de Nova Iguaçu, Maurício Morais.

TEVE ATÉ DISCUSSÃO E PRISÃO NA CÂMARA DE VEREADORES DE NOVA IGUAÇU

Dois vereadores de Nova Iguaçu foram parar na 52ª DP, no Centro do município da Baixada Fluminense, por volta das 20h desta terça-feira, após se agredirem dentro da Câmara. Segundo o comandante do 20º BPM (Mesquita), o tenente-coronel Roberto Christiano Dantas, a polícia foi chamada para conter uma “agressão mútua” entre Carlinhos Presidente (PHS) e Carlos Ferreirinha (PT), que é vice do candidato a prefeito Rogério Lisboa (PR).
Os vereadores votavam um projeto, de autoria de Ferreirinha, que revoga a lei que proíbe a distribuição de “cartilhas com orientação sexual” nas escolas municipais. Segundo Carlinhos Presidente, que faz parte da base de apoio do prefeito e candidato à reeleição, Nelson Bornier (PMDB), o vereador do PT rasgou parte dos papéis.
— Eu fui atrás dele, disse que ele furtou o projeto e que eu tinha chamado a polícia. Descontrolado, ele me deu um soco no rosto. Sou policial militar e fui agredido no meu local de trabalho. Eu não poderia prevaricar — contou Carlinhos, momentos antes de ir à delegacia.
Já Ferreirinha informou que só apresentou o projeto porque o Ministério Público considerou inconstitucional a lei que veta a cartilha.
— Foi um acordo entre os vereadores. Mas agora, como falta uma semana para a eleição, eles estão tentando criar um fato político para dizer que eu sou a favor da cartilha. Só porque o Bornier perdeu no primeiro turno. Eu não dei soco em ninguém, o Carlinhos Presidente me empurrou e quebrou a câmera de um assessor — explicou.

E você qual sua opinião? Vote no link abaixo da nossa enquete:

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http://www.ferendum.com/pt/PID44882PSD26471

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